domingo, 2 de fevereiro de 2014

Tolerância ao sofrimento por Augusto Cury

Não devemos exigir um raciocínio lúcido de alguém que está sofrendo. Compreensão e acolhida - não cobrança - deve ser nossa atitude para com os que sofrem. Mas não devemos fugir de nossas perdas nem negar nossas dores. Se as enfrentamos e refletimos sobre elas, encontramos alívio e mais facilmente as superamos. No entanto, todos temos limites. Não devemos exigir de nós nem dos outros que suportemos uma carga além das nossas possibilidades.

É preciso ter sensibilidade e compaixão para compreender que cada pessoa reage de modo diferente diante do sofrimento. No entanto, é também preciso ter consciência de que a pior reação é reagir sem pensar. Não soluciona o problema e, na maioria das vezes, causam muitos danos. Mas isso acontece com frequência porque, sob o foco da dor, fecha-se o mundo das ideias e abre-se o mundo dos instintos.

Da próxima vez que você vir alguém tendo reações insensatas, em vez de julgar essa pessoa, pergunte-lhe o que está acontecendo. Não economize tempo dialogando com ela. Se dialogar, você a compreenderá; se a compreender, será solidário; se for solidário, será menos crítico. Você se sentirá mais feliz e os outros terão mais prazer de estar em sua presença. A pessoa tolerante, além de muito mais agradável do que uma pessoa crítica, transforma e educa mais.
(Augusto Cury)

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